O Casamento Traz Felicidade

“Seja bendito o teu manancial e alegra-te com a mulher da tua mocidade.” (Provérbios 5:18)

Muitas vezes ouvimos alguém dizer assim:

— Vou me casar no próximo final de semana. Diz o noivo aos amigos.

— Meus pêsames. Dizem seus amigos a ele, devido a uma vida de pseudo-alegria de solteiro que se perde ao casar. É como se a alegria estivesse longe do casamento.

Mas não é isto que vemos durante a narrativa da criação da mulher, nela vemos um Adão alegre. No livro de Gênesis quando Deus apresenta a mulher a Adão, a sua expressão é de profunda alegria, a ponto de dar seu nome a ela. Ele se chamava varão e lhe chamou varoa. Esta alegria vem do fato que ele se sentia só e a mulher foi apresentada a ele como alguém para estar ao seu lado, viverem juntos, em harmonia e alegres.

A satisfação humana advinda da união física de um homem e de uma mulher no casamento foi algo a mais dado por Deus em resposta a um problema, a solidão.

Quando a motivação do casamento é pela necessidade de apoio e comunhão e um homem e uma mulher encontram-se com este propósito, iniciam um relacionamento com satisfação emocional, que culmina na satisfação física e muita alegria.

Deve ser este o melhor caminho para o casamento, aliás, parece ser o caminho pensado pelo Criador.

Por outro lado, observamos que os casamentos que iniciam pela satisfação sexual, muitas vezes levam a desencontros emocionais graves. Nesta caminhada de muitos anos orientando casais, minha esposa e eu temos observado muitos casamentos em que os cônjuges se dão muito bem na área física, mas na área emocional se desentendem frequentemente.

Este fato, certamente, não inviabiliza um relacionamento, mas evidencia a necessidade de ajustes. Se o casal está disposto a isto, facilmente superarão esta etapa e entrarão num período muito agradável do relacionamento conjugal.

Nestes casos, iniciamos ensinando ao casal que devem começar a dar-se a conhecer pelo seu cônjuge, ou seja, precisam externar seus sentimentos e preferências com amor e respeito para que possam assentar seu casamento sobre a base correta, que é um fundamento emocional sadio.

Quando Telma e eu iniciamos nosso namoro, começamos a avaliar todos os aspectos da criação de um e de outro e optamos por reter tudo que havia de bom em cada família e ajustarmos aquilo que não nos agradava ou que nos parecia estar fora da Palavra de Deus.

Passávamos horas conversando e definindo como seria nossa casa quando estivéssemos casados. É claro que, após casarmos, cada um com sua bagagem educacional e cultural, tivemos choques, mas sempre houve o desejo de cultivar a paz e a harmonia entre nós.

Tão logo casamos, me senti o próprio Adão vendo a sua bela Eva, muito alegre e satisfeito, pois havia encontrado alguém que me completava emocional e fisicamente, e tem sido assim desde então.

A cumplicidade surge logo em seguida, e mais a frente citarei alguns fatos pitorescos neste sentido.

Agora que estamos casados há quase trinta anos e amadurecemos em muitos aspectos, temos colhido as bênçãos que semeamos ao longo do nosso casamento e temos nos alegrado como marido e mulher. Dos nossos filhos, um já casou, o outro está com o casamento marcado e os dois outros estão sendo formados. Enquanto isto, nós dois estamos começando a ter mais tempo um para o outro e a desfrutar a cada dia mais do casamento como uma fonte de vida, alegria, prazer e refrigério de alma.

Fonte: ICHTUS

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