Cruz – Revelação

“E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era o Filho de Deus.” (Mateus 27:54)
Eu não creio em coincidências. Para mim tudo tem um propósito e um objetivo de Deus, em tudo que acontece, seja no tempo que for. Não estou dizendo necessariamente que Deus faça tudo pessoalmente o tempo todo detalhe por detalhe de cada coisinha, mas pode.

Nos últimos momentos de Jesus ainda vivo em carne na Terra, nada acontece. Tudo parece absulutamente normal, natural, previsível, até mesmo sem graça se é que podemos dizer isso. Ele vai morrer, está por um fio. Nada muda, nada ocorre. Mas quando Ele rende o espírito e se vai, seu corpo sem vida fica desfalecido pendurado naquele madeiro, naquela cruz, um evento climático e sobrenatural acontece como descrito poucos versículos antes. E não coincidentemente, com Ele ainda na cruz, o centurião e os que estava ali reconhecem ser Ele o filho de Deus. O texto menciona que foram tomados de grande temor.

Isso para mim é revelação: algo que poucos minutos ou segundos atrás era normal ou natural e de repente se “revela” sobrenatural, anormal, acima da expectativa, imprevisível – e esclarecedor. Neste caso foi a confirmação de que Jesus, o Nazareno, era o Filho de Deus, o Messias esperado. Lindo, para dizer o mínimo.

A nós, em nosso tempo, está reservado entender com mais fé, pois não podemos reviver momentos como este. Temos muita coisa que os israelenses contemporâneos de Jesus não tinham: temos a Bíblia, temos estudos, temos os idiomas, temos o Espírito Santo que foi derramado depois disso, temos todo um histórico de vida com Deus para conviver e reviver. Mas não podemos ver com os olhos Jesus morrendo e a terra sendo abalada. Temos de ter mais fé (menos visão) mas temos até mais elementos. Por isso valorizo tanto a cruz como símbolo, como memorial, como forma de conectar minha fé racional com minha fé espiritual. Eles viram, eu li. Eles vivenciaram, eu creio. Eles sentiram temor, eu sinto temor.

A cruz foi apenas um suporte físico para Jesus ali naquele momento, mas continua sendo representativo para o momento da revelação de Jesus como Filho de Deus e note a expressão “verdadeiramente”. Ela denota que eles já sabiam disso, mas não aceitavam ou não reconheciam. Assim como muitos em nosso tempo, de tantas religiões, crenças, fés e faltas de fé – tantas tribos, povos, raças e nações… tantos ainda olham para um homem natural, beirando a morte, filho de carpinteiro, para alguns um agitador arruaceiro, para outros apenas mais um lunático, para outros tantos uma incógnita.

A cruz foi, no sentido espiritual, a lâmpada que se acendeu com a morte do verdadeiro Filho de Deus, como um farol que direciona os barcos em uma viagem cheia de neblina. A morte de Jesus na cruz foi a faísca que acendeu a luz. Eu? Eu creio por que assim como aqueles guardas vi o suficiente para ter revelação. Você? Talvez ainda precise um pouco mais de clareza. Ele? Morreu, ressuscitou, está vivo e voltará (quiçá, em breve).

“Senhor, obrigado por tão maravilhosa revelação dada na cruz do Calvário sobre a autenticidade de Jesus como Teu Filho. Agradeço por me permitir entender essa revelação mesmo sem ter vivido naquela época.”

Fonte: ICHTUS

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