A Bíblia e a história do Natal

Para entendermos a história do Natal, precisamos voltar no tempo. Não voltar apenas alguns milhares de anos até o nascimento de Jesus, mas precisamos fazer todo caminho de volta, até os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Deus os colocou no exuberante e perfeito jardim do Éden. Eles tinham tudo o que precisavam. Era perfeito. Então, eles pecaram. Como consequência, Deus os baniu. Agora, Adão e Eva viviam sob a maldição. Mas, enquanto Deus pronunciou a maldição, trovejando desde o céu, Ele também lhes deu uma promessa.

Deus deu a Adão e Eva a promessa de uma Semente, uma Semente que nasceria de uma mulher. Aquela Semente retificaria tudo o que estava errado. Ela tonaria íntegro tudo o que havia sido quebrado. Essa Semente traria paz e harmonia onde discórdia e conflitos assolavam como um mar agitado pela tempestade.

No Antigo Testamento, o terceiro capítulo do primeiro livro, Gênesis, fala sobre conflito e inimizade. Adão e Eva, que conheciam apenas a experiência da tranquilidade, agora estariam presos em conflito amargo. Até mesmo o solo se tornaria um desafio. O ser afligido pelos espinhos seria o lembrete constante. Como dizem os poetas: “a natureza é vermelha no dente e na garra”[1]. Mesmo a Semente prometida entraria nesse conflito, lutando contra a Serpente, o grande arruinador. Mas Gênesis 3 promete que a Semente venceria a Serpente, assegurando a vitória final e inaugurando a paz contínua.

A Semente, no entanto, demoraria a vir.

Adão e Eva tiveram Caim e Abel, e nenhum destes era a Semente. Quando Caim matou Abel, Deus deu Sete a Adão e Eva, um pouco de graça em um mundo muito atribulado. Mas Sete não era a Semente. Seguiram-se mais filhos. Gerações vieram e gerações passaram.

Depois, Abraão surgiu no palco do mundo. Deus chamou esse homem nos tempos antigos para fazer dele e de sua esposa, Sara, uma grande nova nação que seria um farol de luz para um mundo perdido e sem esperança. Novamente, Deus fez uma promessa a esse casal de uma Semente, um filho. Eles pensaram que era Isaque. Mas Isaque morreu.

Essa história repetiu-se de geração em geração, antecipando aquele que viria, o qual retificaria todas as coisas e traria a paz. Até uma viúva chamada Noemi e sua nora também viúva, Rute, entraram nessa história. Elas estavam em circunstâncias desesperadas. Não havia redes sociais para registrar o declínio de tais pessoas marginalizadas no mundo antigo.

Sem maridos e filhos, sem direitos e recursos, as viúvas viviam de refeição em refeição. Elas viviam por um fio de esperança. Então, veio Boaz e a história clássica do mocinho que encontra a mocinha. Boaz conheceu Rute e eles se casaram. Em pouco tempo, assim como a cortina caiu sobre a história bíblica de Rute, um filho, uma semente, nasceu para Rute. Esse filho seria um restaurador da vida, um redentor. Mas ele era apenas uma sombra da Semente por vir. Ele também morreu.

O filho nascido de Rute e Boaz recebeu o nome de Obede, que teve um filho chamado Jessé. Jessé teve muitos filhos, e um deles era pastor. Uma vez esse pastor pegou um punhado de pedras e derrubou um gigante. Ele enfrentou leões. Ele também era um músico. Para surpresa de todos, até mesmo de seu pai, esse filho de Jessé, bisneto de Rute e Boaz, foi ungido rei de Israel.

Enquanto Davi estava no trono, Deus deu outra promessa diretamente a ele. Esta era outra promessa sobre um filho. Deus disse que o filho de Davi seria rei para sempre e que o seu reino não teria fim. Essa era a promessa de Deus.

Por: Stephen Nichols.
Fonte: Voltemos ao Evangelho

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