Governo palestino pede ao Brasil para ser “mediador da paz” com Israel boicotando seus produtos

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, desembarcou em Israel esta semana para uma viagem de sete dias no Oriente Médio. Após sair do país judeu, onde permaneceu por dois dias, se encontrou na última quinta-feira (01) com o Presidente palestino, Mahmoud Abbas, na cidade cisjordaniana de Ramala.

No encontro, os dois trataram dos interesses da Palestina, entre eles, “a criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967 e tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, disse Riyad Maliki, ministro das relações exteriores palestino. A intenção, ainda segundo Maliki, é que o Brasil faça parte de um “mecanismo” entre vários países visando cumprir “resoluções internacionais para alcançar um acordo justo e global”.

Apesar de pedir que o Brasil facilite a paz com Israel, Maliki, pediu também que o Brasil importe mais produtos palestinos para “facilitar a independência” econômica palestina e que pratique o chamado BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) contra os produtos israelenses fabricados nos assentamentos locais.

O governo brasileiro, ainda na época do ex-Presidente Lula, em 2010, vêm demonstrando cada vez mais apoio à Palestina, dessa vez também no atual governo de Michel Temer. O Itamaraty criticou, por exemplo, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelo governo americano de Donald Trump, em 06 de dezembro passado.

A viagem de Aloysio Nunes e seu encontro com Mahmoud Abbas também foi alvo de críticas da comunidade judaica no Brasil. Para o escritor e vice-presidente da Associação Sionista Brasil Israel (ASBI), Kito Mello, o Brasil precisa ter um Presidente que seja amigo de Israel:

“A nossa associação tem uma opinião sobre essa viagem do Aloysio e ela não perpassa pelo apoio à um ex-terrorista, ex-motorista do maior bandido que este país já viu, um chanceler tolerante com o terrorismo muçulmano, um sujeito sem qualquer expressão e que já está de saída de um governo que não passa de um anão diplomático. A ASBI, no entanto, espera que o próximo presidente seja um amigo declarado de Israel, que não se envergonhe disso, e que estreite a relação com o Estado Judeu, elevando o Brasil à condição de gigante novamente”, escreveu ele, segundo informações do Jornal Hora Extra.

Fonte: Gospel+

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