Vendo Deus na desesperança!

“A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida.” – Provérbios 13:12.
Este é um texto bíblico daqueles que ficamos a meditar e extrair dele algo que possa nos refrigerar, afinal, perceber que o tempo passa e não se consegue ver concretizado o que se almeja, torna-se um tanto desafiador.

Entretanto, talvez no original hebraico o texto nos dê alguma outra conotação, pois, claramente vemos Deus na Sua Palavra dizendo que a “esperança adiada faz desfalecer o coração”. Quantos que estão na expectativa de que algo se cumpra em suas vidas?

Isso descreve bem todas as variedades de desapontamentos que podemos passar; e é certo que todos, em algum momento da vida passou ou está passando por algo que se encaixa nesse contexto.

Qual seria a esperança que se tem adiado em nossa vida e que está a ponto de fazer nosso coração desfalecer?

Deus vela pela SUA Palavra para cumpri-la – Jeremias 1:12, portanto, Ele certamente não se esqueceu de que colocou tal versículo na Escritura Sagrada e tampouco se esqueceu de você e de sua “esperança”, ainda que a mesma pareça um tanto adiada.

O relato a seguir não deixa de ser interessante e nos fazer meditar a respeito do assunto:

“O explorador português Bartolomeu Dias, em 1487 velejou ao longo das costas ocidentais da África, tendo ido mais longe do que qualquer outro navegador europeu tinha alcançado antes dele.
Finalmente, ele chegou à extremidade de um grande promontório (cabo formado de rochas elevadas), e o chamou de “CABO DAS TORMENTAS”, porquanto ali sempre havia tempestades que varriam terra adentro. Mas o rei de Portugal, João II, quando revisava o relatório preparado por Bartolomeu Dias, viu algo que o próprio não vira.
Vislumbrou a possibilidade de fazer da rota que tinha sido seguida por Dias, se continuada, um caminho para o Oriente e suas riquezas. Dias deixou a esperança sem “cumprimento”, mas em 1497, Vasco da Gama provou que a intuição do rei estava certa.
Ele chegou a Calcutá na Índia, depois de ter velejado em torno daquele cabo.
O rei João II tinha chamado aquele difícil cabo de “CABO DA BOA ESPERANÇA”, e Vasco da Gama trouxe à realidade, p ara a humanidade o cumprimento dessa esperança”.

Com o passar dos anos e por experiência constatamos que “desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera”. (Isaías 64:4).

Podemos não ver Deus em nossa DESESPERANÇA, mas, Ele nos vê na Sua ESPERANÇA, e um dia nossos olhos contemplarão o Seu trabalho por nós e ficaremos regozijantes porque perceberemos que em momento algum Ele deixou de trabalhar em nosso favor.

Pr. Vilson Ferro Martins
Fonte: www.vozdotrono.com.br

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