Conflitos que destroem

“…eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.”  (Gênesis 4:7)

O super-homem do filósofo alemão Nietzsche, de fato, se aproxima mais do Batman: um homem comum que com seu cinto de utilidade pode fazer quase qualquer coisa. E tudo o que possui em sua Batcaverna é invenção sua. Também podemos agir assim e, com nossos aparatos especiais, pensar que controlamos as adversidades, nos achando sábios o suficiente para não dependermos de ninguém.

Esse era o sentimento de Caim: autodeterminação, independência, quase onipotência. Embora Abel, por ser mais novo, não possuísse o direito sucessório, sua vida consagrada a Deus representava ameaça e crítica, sem palavras, à arrogância de Caim. Isso gerou em Caim um conflito com Deus. Em sua ira, só se preocupava em impedir que a oferta de Abel fosse novamente aceita.

Jesus considera assassino tanto quem mata quanto quem odeia (Mt 5:21,22), pois o sentimento que está por trás deles é o mesmo: eliminar a concorrência. Matamos as pessoas quando não queremos vê-las, não as perdoamos, e em nosso interior lhes desejamos o mal.

Deus alertou Caim para controlar os maus desejos em seu coração (vv.6,7). Se não queremos ser transformados, forçamos o mundo a se ajustar a nós e vemos todos como culpados de nossa dor.

Não adianta termos uma religião que cumpre todas as obrigações, mas que não gera transformação. Esse culto Deus não aceita.

Por Paschoal Piragine Junior
Fonte: Ministério Pão Diário

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