ESQUECER O QUE FICA PARA TRÁS! (1/2)

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” – Filipenses 3:13-14.

Quem se inclina ao evangelho e não aprende deixar o passado cravado na cruz, terá muitas dificuldades de crescer no conhecimento e na graça de Cristo!

O objetivo desta colocação (acima no versículo) do apostolo Paulo era para alcançar ou conquistar o “prêmio” (v.14) e para tanto era fundamental se concentrar no presente, mirar o futuro e ESQUECER o passado. A tática é funcional, todavia, que dificuldade encontramos para “deixar” o passado, não?

Muito embora o apóstolo esteja escrevendo para a igreja (notemos que a primeira palavra do versículo 13 é “irmãos”), ele chama a responsabilidade para si e assevera: “não jugo havê-lo alcançado”. São palavras que estão em consonância com o versículo anterior, todavia, é interessante notar o termo “a mim” no grego – emauton -, isto é, “eu mesmo”. O apóstolo fazia avaliação de si mesmo como forma de se assegurar que permanecia no Caminho. Ele era, digamos, honesto consigo mesmo e buscava ter testemunho de sua própria consciência. (Romanos 9:1).

Dando prosseguimento a vida íntegra que Paulo levava, ele não necessita de que alguém o julgue, pois ele mesmo assim o faz. O termo “julgo” no grego é – logidzomai – que significa: “considero-me” – “reputo-me”. Isso expressa o poder e o processo do raciocínio que subjuga tudo quanto está sendo avaliado. De certa forma ele se aplica o que se encontra descrito em 1 Coríntios 2:11. “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”.

Ora, se ele se julga (a si mesmo) logo, consegue detectar coisas do seu passado que são entrave para sua vida presente e futura. O apóstolo sabia muito bem que o diabo é perito em usar a vida pregressa de alguém para cirandá-lo e se o tal não souber abandonar o passado fatalmente virá sucumbir pelo menos em algumas áreas de sua vida. Paulo tinha um passado farisaico.

Lembremos que até mesmo consentiu na morte de Estevão, portanto, poderia ser acusado até mesmo de coautoria de assassinato, então, ele agora convertido ao Senhor e cônscio de seu chamado empenha-se por esquecer seu passado – ou passar o Sangue de Cristo sobre ele. Afinal, ele agora é nova criatura e quem praticou tais atos foi o velho Saulo que se encontrava morto em seus delitos e pecados.

Na qualidade de cristão agora ele não se conservava mais olhando para trás. Ele bem sabia que tal “olhadela” para o passado tornaria muito lento seu progresso espiritual. Ele não somente começou bem sua carreira, mas a aprimorou dia após dia. Bem diferente de muitos que começam bem a carreira que lhe está proposta por Deus, todavia, começam olhar para os lados e por fim para o passado e, se perdem, encontrando-se em muitas dificuldades e problemas…

Pr. Vilson Ferro Martins –
Fonte: www.vozdotrono.com.br

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